
Gravura retirada do magnífico blogue O Divino Almeida Garrett, de Cristina Futscher Pereira.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Uma tela e uma sinfonia para o «Cascais» de Garrett (2)
sábado, 1 de agosto de 2009
Três escritores em tempo de catástrofe: Castro, Zweig e Eliade (2)
Ferreira de Castro no Estoril: um intervalo na obra do escritorOs pontos cardeias da geografia de Ferreira de Castro (1898-1974) são a aldeia de Salgueiros (freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis), onde nasceu; o Brasil amazónico, que formou a sua personalidade; Paris, por razões culturais e políticas; e Sintra, onde jaz, num sopé da serra, e lhe é consagrado um museu monográfico.
Boca do Inferno, n.º 3, Cascais, Câmara Municipal, 1998, p.92.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
poesia de cascais #18 - José Gomes Ferreira

II
(Tenho uma casa alugada nos Lombos,
perto da praia de Carcavelos, onde todas
as manhãs convivo com os deuses.)
Quem és?
Tu que deixaste no céu pegadas de nuvens
e atravessaste o mar
com pés de espuma
para depois te perderes no bosque
vestida de areia
e farrapos de ventanias?
Quem és? Quem és?
(Sou eu a acrescentar o mistério do mundo
farto deste mistério de todos-os-dias.)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
José da Cunha Brochado (Cascais, 1651 -- Lisboa, 1733) - CARTAS
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A. Fontoura da Costa. Um capitão de longo curso na História dos Descobrimentos (1)
(1) Ver Calos Garcez de Lencastre, «Evocando Fontoura da Costa», prefácio a Às Portas da Índia em 1484, 2.ª ed., facsimilada, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, 1990.
(continua)
sábado, 11 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A. H. de Oliveira Marques (Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1933 - Lisboa, 2007) -- HANSA E PORTUGAL NA IDADE MÉDIA (1959)

segunda-feira, 29 de junho de 2009
poesia de cascais #17 - Fernando Grade

domingo, 21 de junho de 2009
Sete cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (2)
Esta crítica foi causa próxima de um ensaio de Luís Cardim, publicado também na Seara, durante cinco números, entre 16 de Abril e 24 de Maio desse ano, sob o titulo «É o Hamlet representável?», posteriormente editado em volume, ligeiramente aumentado e com outro título: Os Problemas do «Hamlet» e as suas dificuldades cénicas. (A propósito do filme de Sir Laurence Olivier), Seara Nova, Lisboa, 1949 -- facto que a publicação anuncia em manchete (manchete ao estilo da Seara, claro está...), saudando o autor: «incontestavelmente a nossa primeira autoridade em língua e literatura inglesa, como o Dr. Paulo Quintela o é para a língua e literatura alemã.» (1)(1) 25 de Junho de 1949.
Boca do Inferno, n.º 1, Cascais, Câmara Municipal, 1996, p. 95.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Fernando Lopes-Graça (Tomar, 1906 - Parede, 1994), SOBRE A EVOLUÇÃO DAS FORMAS MUSICAIS (1940)

CONSIDERAÇÕES GERAIS

domingo, 31 de maio de 2009
poesia de cascais #16 - Jorge de Sena

domingo, 24 de maio de 2009
Branquinho da Fonseca (Mortágua, 1905 - Malveira da Serra, 1974) - O BARÃO (1942)

Não gosto de viajar. Mas sou inspector das escolas de instrução primária e tenho obrigação de correr constantemente todo o país. Ando no caminho da bela aventura, da sensação nova e feliz, como um cavaleiro andante. Na verdade lembro-me de alguns momentos agradáveis, de que tenho saudades, e espero ainda encontrar outros que me deixem novas saudades. É uma instabilidade de eterna juventude, com perspectivas e horizontes sempre novos. Mas não gosto de viajar. Talvez só por ser uma obrigação e as obrigações não darem prazer. Entusiasmo-me com a beleza das paisagens, que valem como pessoas, e tive já uma grande curiosidade pelos tipos rácicos, pelos costumes, e pela diferença de mentalidade do povo de região para região. Num país tão pequeno, é estranhável tal diversidade. Porém não sou etnógrafo, nem folclorista, nem estudioso de nenhum desses aspectos e logo me desinteresso. Seja pelo que for, não gosto de viajar. Já pensei em pedir a demissão. Mas é difícil arranjar outro emprego equivalente a este nos vencimentos. Ganho dois mil escudos e tenho passe nos comboios, além das ajudas de custo. Como vivo sozinho, é suficiente para as minhas necessidades. Posso fazer algumas economias e, durante o mês de licença que o Ministério me dá todos os anos, poderia ir ao estrangeiro. Mas não vou. Não posso. Durante esse mês quero estar quieto, parado, preciso de estar o mais parado possível. Acordar todas essas trinta manhãs no meu quarto! Ver durante trinta dias seguidos a mesma rua! Ir ao mesmo café, encontrar as mesmas pessoas!... Se soubessem como é bom! Como dá uma calma interior e como as ideias adquirem continuidade e nitidez! Para pensar bem é preciso estar quieto. Talvez depois também cansasse, mas a Natureza exige certa monotonia. As árvores não podem mexer-se. E os animais só por necessidade física, de alimento ou de clima, devem sair da sua região. Acerca disto tenho ideias claras e uma experiência definitiva. É até, talvez, a única coisa sobre que tenho ideias firmes e uma experiência suficiente. Mas não vou filosofar; vou contar a minha viagem à serra do Barroso.
O Barão, 4.ª edição, Lisboa, Portugália Editora, s. d., pp. 9-12.
sábado, 2 de maio de 2009
Obrigado, T
A T, dos Dias que Voam , é sempre de grande generosidade. Já me presenteou várias vezes, tanto na Caverna como no Ferreira de Castro . Agora foi este desenho de Barker, um artista que desconheço, um dos muitos e excelentes que tem publicado. Não percam.domingo, 19 de abril de 2009
poesia de cascais #15 - Mário Avelar

Lucas 1.26. Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi
enviado por Deus a uma cidade da Galileia
chamada Nazaré... A caixa de música
Luís Cardim (Cascais, 1879 - Porto, 1958), PROJECÇÃO DE CAMÕES NAS LETRAS INGLESAS (1940)
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Bernardino Machado na Cidadela
No blogue dedicado a Bernardino Machado, de Manuel Sá-Marquesterça-feira, 14 de abril de 2009
Almada Negreiros, MATERNIDADE (1948)
-- Nos desenhos da Maternidade, o menino transforma-se num pássaro, num mosquito, numa coisa, desfeito em brinquedo nas mãos da mãe. No fim já é só um frangalho.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
poesia de cascais #14 - António Graça de Abreu

sexta-feira, 27 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
poesia de cascais #13 - Jorge Marcel
por nascido em Cascais ser mais respeitador
você que tem olho para o brilho do brunido
nunca notou o inconfundiveloso ar
com que os testas-coroados esvoaçam a baía?
não lhe chegariam a si os dedos
das suas quatro curtas proletárias extremidades
para atingir o número de avenidas
que na sua simpática vila têm
nome de rei ou arquiduque-passa
graças a deus que os seus camariosos
têm sido ao presente bem nascida
e não se dimentique
tivesse o yacht areado noutra areia
anadaria agora o poeta aos polvos
sem aprender a usar gravata-laço
senhor poeta desculpe mas deveria
ser no que escreve um ponto menos grosseirote
ser mais à reverência e não causar
com o seu verso francamente vil, baixote
à hora do almoço do exílio ao domicílio
tanto alvoroço tanto quezílio tanto embaraço













