[Conferência proferida no Clube Fenianos Portuenses, em 5 de Agosto de 1938] segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Luís Cardim (Cascais, 1879 - Porto, 1958), ATRAVÉS DA POESIA INGLESA (1939)
[Conferência proferida no Clube Fenianos Portuenses, em 5 de Agosto de 1938] domingo, 13 de setembro de 2009
poesia de cascais #19 - Vasco Graça Moura

sábado, 12 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
José da Cunha Brochado na Corte de Luís XIV (1)
Nascido em Cascais, em 2 de Abril de 1651 (1), filho de António da Cunha da Fonseca, governador do castelo de São Jorge, e de Joana Quental -- cuja possibilidade de parentela como oratoriano Frei Bartolomeu do Quental, remoto antepassado de Antero, foi alvitrada por António Álvaro Dória (2) --, José da Cunha Brochado surge-nos como uma das mais proeminentes figuras dos séculos XVII e XVIII em Portugal, pela qualidade do legado epistolográfico e pelo brilho com que serviu o seu país enquanto diplomata, quase sempre em circunstâncias adversas.
(1) Segundo J. Sousa Mendes*, na introdução a José da Cunha BROCHADO, «Anedotas e Memórias da Corte de França» [1952-57] (Vértice, vol. XII, n.º 107, Coimbra, Julho de 1952, p. 356), faleceu em Lisboa, em 1735; informação diferente -- m. Sintra, 1733 -- dá-nos José Calvet de Magalhães, «José da Cunha Brochado (1651-1733)», Boca do Inferno, n.º 2, Cascais, Câmara Municipal, 1997, p. 161.
(2) António Álvaro Dória, prefácio a José da Cunha Brochado, Cartas, Lisboa, Lisboa, Livraria Sà da Costa Editora, 1944, p. VII.
*Pseudónimo do historiador Luís de Albuquerque.
José da Cunha Brochado na Corte de Luís XIV, Cascais, edição do autor, 1999, p. 7.
(continua)
domingo, 16 de agosto de 2009
Um escândalo póstumo -- A candidatura de Fernando Pessoa ao lugar de conservador do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães (2)
Este período, de acordo com o seu mais conhecido biógrafo, caracterizou-se por uma grande perturbação do foro psíquico. Ao mesmo tempo, era atormentado pela urgência da organização da obra dispersa e inédita, numa corrida contra o tempo, que ele sabia faltar-lhe. (3)segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A. Fontoura da Costa (Alpiarça, 1869 - Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1940) - ÀS PORTAS DA ÍNDIA EM 1484 (1935)
«Dois são os marcos miliarios do ciclo dos descobrimentos portuguezes; duas são as balizas especialmente gloriosas que se erguem na rota das Indias: o Cabo Bojador e o Cabo da Boa Esperança...................................................................................................................................
Dobrar o Cabo da Boa Esperança o mesmo era que determinar claramente a forma geographica da Africa e abrir as portas da India a mais felizes navegadores».
(Henrique Lopes de Mendonça -- Bartholomeu Dias e a rota da India, Lisboa, 1898, pág. 6).
* Os primeiros capítulos devem considerar-se o preâmbulo do último.
Era indispensável a análise das primeiras viagens do reinado de D. João II. Sem ela não seria possível tratar das hipóteses que podem explicar a famosa passagem da notável Oração de Vasco Fernandes de Lucena -- razão deste trabalho. Creio ainda que esta análise, executada por quem praticou no mar, tem também a vantagem de poder encarar determinadas interpretações novas, que vêm rectificar algumas opiniões de vários historiadores.
(1) Eugène Déprez -- Les Portugais et le périple de l'Afrique en 1484 avant Dias (in Résumés des comunications presentées au Congrès de Varsovie. Vol. II, pág. 283 à 297). Varsovie, 1933.
Devo o conhecimento deste comunicação ao meu ilustre amigo, insigne historiador e admirador de D. João II, Joaquim Bensaúde. A ele devo igualmente o ter-me incitado a escrver este trabalho. os meus respeitosos agradecimentos.
A. Fontoura da Costa, Às Portas da Índia em 1484, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, 1990.
domingo, 9 de agosto de 2009
Regata do Atlântico Azul
A Caverna abre-se ao Atlântico Azul, umquarta-feira, 5 de agosto de 2009
Uma tela e uma sinfonia para o «Cascais» de Garrett (2)

Gravura retirada do magnífico blogue O Divino Almeida Garrett, de Cristina Futscher Pereira.
sábado, 1 de agosto de 2009
Três escritores em tempo de catástrofe: Castro, Zweig e Eliade (2)
Ferreira de Castro no Estoril: um intervalo na obra do escritorOs pontos cardeias da geografia de Ferreira de Castro (1898-1974) são a aldeia de Salgueiros (freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis), onde nasceu; o Brasil amazónico, que formou a sua personalidade; Paris, por razões culturais e políticas; e Sintra, onde jaz, num sopé da serra, e lhe é consagrado um museu monográfico.
Boca do Inferno, n.º 3, Cascais, Câmara Municipal, 1998, p.92.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
poesia de cascais #18 - José Gomes Ferreira

II
(Tenho uma casa alugada nos Lombos,
perto da praia de Carcavelos, onde todas
as manhãs convivo com os deuses.)
Quem és?
Tu que deixaste no céu pegadas de nuvens
e atravessaste o mar
com pés de espuma
para depois te perderes no bosque
vestida de areia
e farrapos de ventanias?
Quem és? Quem és?
(Sou eu a acrescentar o mistério do mundo
farto deste mistério de todos-os-dias.)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
José da Cunha Brochado (Cascais, 1651 -- Lisboa, 1733) - CARTAS
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A. Fontoura da Costa. Um capitão de longo curso na História dos Descobrimentos (1)
(1) Ver Calos Garcez de Lencastre, «Evocando Fontoura da Costa», prefácio a Às Portas da Índia em 1484, 2.ª ed., facsimilada, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, 1990.
(continua)
sábado, 11 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
A. H. de Oliveira Marques (Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1933 - Lisboa, 2007) -- HANSA E PORTUGAL NA IDADE MÉDIA (1959)

segunda-feira, 29 de junho de 2009
poesia de cascais #17 - Fernando Grade

domingo, 21 de junho de 2009
Sete cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (2)
Esta crítica foi causa próxima de um ensaio de Luís Cardim, publicado também na Seara, durante cinco números, entre 16 de Abril e 24 de Maio desse ano, sob o titulo «É o Hamlet representável?», posteriormente editado em volume, ligeiramente aumentado e com outro título: Os Problemas do «Hamlet» e as suas dificuldades cénicas. (A propósito do filme de Sir Laurence Olivier), Seara Nova, Lisboa, 1949 -- facto que a publicação anuncia em manchete (manchete ao estilo da Seara, claro está...), saudando o autor: «incontestavelmente a nossa primeira autoridade em língua e literatura inglesa, como o Dr. Paulo Quintela o é para a língua e literatura alemã.» (1)(1) 25 de Junho de 1949.
Boca do Inferno, n.º 1, Cascais, Câmara Municipal, 1996, p. 95.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Fernando Lopes-Graça (Tomar, 1906 - Parede, 1994), SOBRE A EVOLUÇÃO DAS FORMAS MUSICAIS (1940)

CONSIDERAÇÕES GERAIS

domingo, 31 de maio de 2009
poesia de cascais #16 - Jorge de Sena

domingo, 24 de maio de 2009
Branquinho da Fonseca (Mortágua, 1905 - Malveira da Serra, 1974) - O BARÃO (1942)

Não gosto de viajar. Mas sou inspector das escolas de instrução primária e tenho obrigação de correr constantemente todo o país. Ando no caminho da bela aventura, da sensação nova e feliz, como um cavaleiro andante. Na verdade lembro-me de alguns momentos agradáveis, de que tenho saudades, e espero ainda encontrar outros que me deixem novas saudades. É uma instabilidade de eterna juventude, com perspectivas e horizontes sempre novos. Mas não gosto de viajar. Talvez só por ser uma obrigação e as obrigações não darem prazer. Entusiasmo-me com a beleza das paisagens, que valem como pessoas, e tive já uma grande curiosidade pelos tipos rácicos, pelos costumes, e pela diferença de mentalidade do povo de região para região. Num país tão pequeno, é estranhável tal diversidade. Porém não sou etnógrafo, nem folclorista, nem estudioso de nenhum desses aspectos e logo me desinteresso. Seja pelo que for, não gosto de viajar. Já pensei em pedir a demissão. Mas é difícil arranjar outro emprego equivalente a este nos vencimentos. Ganho dois mil escudos e tenho passe nos comboios, além das ajudas de custo. Como vivo sozinho, é suficiente para as minhas necessidades. Posso fazer algumas economias e, durante o mês de licença que o Ministério me dá todos os anos, poderia ir ao estrangeiro. Mas não vou. Não posso. Durante esse mês quero estar quieto, parado, preciso de estar o mais parado possível. Acordar todas essas trinta manhãs no meu quarto! Ver durante trinta dias seguidos a mesma rua! Ir ao mesmo café, encontrar as mesmas pessoas!... Se soubessem como é bom! Como dá uma calma interior e como as ideias adquirem continuidade e nitidez! Para pensar bem é preciso estar quieto. Talvez depois também cansasse, mas a Natureza exige certa monotonia. As árvores não podem mexer-se. E os animais só por necessidade física, de alimento ou de clima, devem sair da sua região. Acerca disto tenho ideias claras e uma experiência definitiva. É até, talvez, a única coisa sobre que tenho ideias firmes e uma experiência suficiente. Mas não vou filosofar; vou contar a minha viagem à serra do Barroso.
O Barão, 4.ª edição, Lisboa, Portugália Editora, s. d., pp. 9-12.
sábado, 2 de maio de 2009
Obrigado, T
A T, dos Dias que Voam , é sempre de grande generosidade. Já me presenteou várias vezes, tanto na Caverna como no Ferreira de Castro . Agora foi este desenho de Barker, um artista que desconheço, um dos muitos e excelentes que tem publicado. Não percam.













