segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

linhas de cascais - Teolinda Gersão


Desde que comecei a sair com o pai da Susana e a encontrar-me com ele num apartamento que um amigo lhe empresta, no Estoril, comecei a escutar às portas.
«Bilhete de avião para o Brasil«, Histórias de Ver e Andar, 3.ª edição, Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2005, p. 133.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Um presente de Natal antecipado

Ao fim de oito dias, e depois de três noites ao relento, o Charlie reapareceu, graças a uma família que gosta de animais.
No sábado passado saímos todos em família para ver o «Up», que a minha filha mais nova andava a pedir há tempos. Deixei, inadvertidamente, o portão mal fechado. Quando chegámos, nem sinal do Charlie. Não sabíamos se desaparecera há muitas ou poucas horas. A primeira reacção foi metermo-nos no carro, eu com dois dos meus filhos, e gritarmos por ele nas povoações vizinhas ao Cobre: Birre, Pampilheira, Torre, Bairro Santana, Encosta da Carreira, Bairro da Assunção, Bairro da Caixa, Bairro J. Pimenta... Nada. Devemos ter andado perto, pois dois dias mais tarde soube que ele terá sido avistado no Bairro Santana, a correr pelo meio da estrada.
Graças à rápida assistência da Fundação São Francisco de Assis, que me encaminhou para o magnífico site Encontra-me, pude elaborar, sem a mínima dificuldade, os cartazes de ocasião. Sempre vi muitos espalhados por aí, e nunca acreditei grande coisa na sua eficácia. Enganava-me redondamente. Ainda só espalháramos meia dúzia, um dos quais posto por uma pessoa amiga no mini-mercado da Charneca, quando, hoje de manhã, tínhamos uma mensagem de alguém que recolhera o Charlie.
Sei agora que ele andou por aqui, num raio de dois-três quilómetros, indo parar a um local entre o Guincho, a Areia e a Charneca. Quando foi avistado por uma senhora desta última aldeia, estava esgotado e sem forças; passara três noites à chuva e ao frio. Uma família, com mais cães, recolheu-o; dias depois viu o anúncio e o Charlie cá está.
Agradeço a todos quantos se preocuparam, e, aqui na "Caverna", especialmente a A. João Soares, A. M. Sousa, Ana, Ana Abrantes, Ana V., Anamar, Austeriana, Brígida Rocha Brito, Carminho, José Manuel Fonseca, Manuel Matos Nunes, Maria, Maria de São Pedro, Nelson Reprezas, Nuno Lebreiro , O Ovo Estrelado, Papoila, Paulo Ferrero, Sofia
Um forte abraço.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alguém viu o Charlie?

O Charlie tem 4 anos. Desapareceu no Sábado, 28 de Novembro, no Cobre, Cascais. Tem pêlo castanho tigrado com uma pequena mancha branca no peito. É magro (tem leishmaniose) e tem as orelhas pendentes. É dócil. Se o vir ou souber de alguma informação sobre o seu paradeiro, por favor avise-me, aqui no blogue ou para o mail: tmaria_alves@hotmail.com. Obrigado.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A. H. de Oliveira Marques (Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1933 - Lisboa, 2007) -- GUIA DO ESTUDANTE DE HISTÓRIA MEDIEVAL PORTUGUESA (1964)


PREFÁCIO
Este Guia vai directamente inspirado no livrinho precioso de Louis Halphen, Initiation aux Etudes d'Histoire du Moyen Age, que lhe serviu de modelo. Há muito tempo que se reconhecia a necessidade de uma obra de iniciação aos estudos de história medieval, como aliás de toda a história portuguesa. Carecia o nosso estudante -- e a palavra vai empregada aqui na sua mais lata acepção -- de um manual pequeno e acessível, que lhe desse notícia das principais fonte e estudos publicados, o pusesse em face dos problemas fundamentais a tentar resolver e o iniciasse nas fainas árduas e aparentemente herméticas da investigação.
A. H. de Oliveira Marques, Guia do Estudante de História Medieval Portuguesa, 3.ª edição, Lisboa, Editorial Estampa, 1988, p. 21.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

David Byrne, a propósito do Estoril Film Festival

«Estoril, Portugal -- The Future, the Past, the Present and...» -- anotações no seu Journal.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fernando Lopes-Graça (Tomar, 1906 - Parede, 1994), INTRODUÇÃO À MÚSICA MODERNA (1942)

ADVERTÊNCIA PRELIMINAR

De maneira nenhuma este ensaio pode ser, nem pretende ser, um estudo exaustivo dos problemas que levantou, e levanta ainda, a música destas quatro primeiras décadas de século XX. Não pode sê-lo porque a índole desta biblioteca o não permite; e ainda que o permitisse, quem não poderia pretender levara tarefa a cabo é o seu autor, porque ela estava fora das suas preocupações dominantes. E aqui teme ele mais uma vez de fazer a declaração de não ser musicólogo -- palavra que o assusta, pelas reponsabilidades que o impõe a quem se adorna com ela. Os problemas musicais interessam-no na medida em que, satisfazendo uma das curiosidades do seu espírito, o ajudam a compreender e a resolver os seus próprios problemas de músico sobretudo prático que é. Se escreve, se especula ou teoriza acerca da música (e, contra a sua íntima vontade, bastantes vezes o tem que fazer), é isso devido, antes de mais nada, a razões puramente circunstanciais: umas, não têm aqui que ser invocadas; outras são as que advêm da falta de coragem que muitas vezes há em opor um não a solicitações que são feitas, já em nome da amizade, já em nome dos princípios morais e culturais que defendemos; outras, ainda, -- e estas são as razões que mais desejaríamos não constituíssem uma razão -- residem no impulso irreprimível que frequentemente nos assalta de saírmos com a pena a defender a música das mentiras, tranquibérnias e despautérios com que constantemente a aviltam os próprios que se dizem seus servidores, seus sacerdotes, seus entendedores feros e esclarecidos.

Fernando Lopes-Graça, Introdução à Música Moderna, 2.ª edição, Lisboa, Cosmos, 1946, pp. 5-6.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

poesia de cascais #20 - José Jorge Letria



A TENTADORA VOZ

Passei ontem à porta da casa onde nasci.
Rés-do-chão, fachada de azulejos verdes.
Nada no interior me lembrou a minha
presença naqueles quartos
que foram os da felicidade de meus pais,
num tempo austero e inquieto.
Chamei, mas ninguém respondeu,
nem sequer o eco da minha voz distante
inquirindo ventos, marés e estrelas
sobre o destino dos seres amados.

Um homem pode desdobrar-se, multiplicar-se
até ao limite da imaginação.
Foi o que fiz. E lá estava eu suplicante,
ao colo da minha avó, a perguntar
se a morte tinha cor e cheiro
e se os lobos da sua aldeia longínqua
não eram tão temíveis como os das gravuras
dos livros que me assombravam as noites.

Eram os anos do pós-guerra,
da paz minguada pela tristeza dos dias.
Eu descia, apertando as mãos dos meus pais,
até ao centro da vila, e tinha, como sempre,
o mar em frente a chamar por mim
com a tentadora voz do que não tem nome.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cascais no Campo da »Seara»: Proença, Cortesão e Reys (1)

A Bernard Emery
«Só há uma maneira de ter
cultura -- é fazê-la»
Raul Proença (1)
«Venho de percorrer muitos dos
caminhos do mundo.
Mas, através de hesitações e quedas,
sempre a luz me bateu de frente
no rosto. Já me sacrifiquei pelos
homens todos, pela beleza da
vida. Posso falar.» (2)
1. A Seara Nova: ou o patriotismo emergente do lodo
Cascais e o Estoril mereceram algumas linhas a três membros proeminentes da Seara Nova, que se constituíram ao mesmo tempo como «comissão política» da publicação. Raul Proença (1884-1941), Jaime Cortesão (1884-1960) e Câmara Reys (1885-1961). O primeiro, nas páginas do Guia de Portugal; o segundo, numa crónica ao seu melhor estilo épico; o último, numa obscura e para nós inexplicável edição de autor, ilustrada por Carlos Botelho. Motivos mais do que suficientes para sobre eles (textos e autores) nos debruçarmos brevemente, dando sequência a uma tentativa de levantamento do património literário cascaense.
(1) Apud José Rodrigues Miguéis, Uma Flor na Campa de Raul Proença, Lisboa, Bilbioteca Nacional, 1985, p. 21.
(2) «Cartas à Mocidade.I -- Queres ser um homem?», Seara Nova, n.º 3, Lisboa, 20 de Novembro de 1921, in Sottomayor Cardia (ed.), Seara Nova. Antologia. Pela Reforma da República, 1921-1926, vol. II, Lisboa, Seara Nova, 1972, p. 151.
Sol XXI, n.º 29-30-31, Carcavelos, Jun./Set./Dez. de 1999, p. 96.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Branquinho da Fonseca (Mortágua, 1905 - Malveira da Serra, 1974), RELATÓRIO DO CONSERVADOR DO MUSEU-BIBLIOTECA DO CONDE DE CASTRO GUIMARÃES (1943

Nomeado conservador do Museu-Bilbioteca do Conde de Castro Guimarães em 23 de Dezembro de 1941, tomei posse deste cargo em 2 de Janeiro do ano seguinte. A Comissão Administrativa informou-me pormenorizadamente acerca da vida do Museu nos últimos anos, e da orientação geral que conviria dar a certos serviços. Sugeri, então, à Comissão que se fizesse um Regulamento, ficando a meu cargo a elaboração desse projecto, o qual, inspirado em outros estatutos afins, de que é, em grande parte, apenas uma transcrição adaptada aos serviços deste Museu, foi presente à sessão de 5 de Julho de 1942. Foi encarregado da sua revisão o Vogal-Cultural, Sr. Luís Varela Aldemira, que numa das primeiras reuniões a que assistiu, também frisara a necessidade de se elaborar um regulamento, e que o modificou e melhorou em muitos artigos, principalmente na arrumação de certos assuntos, sendo definitivamente aprovado na reunião de 4 de Novembro de 1942, e entrando em vigor nessa data.


Branquinho da Fonseca, Relatório do Conservador do Museu-Biblioteca do Conde de Castro Guimarães (1943), Cascais, Câmara Municipal, 1997.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Luís Cardim (Cascais, 1879 - Porto, 1958), ATRAVÉS DA POESIA INGLESA (1939)

[Conferência proferida no Clube Fenianos Portuenses, em 5 de Agosto de 1938]
Senhor Presidente,
Minhas Senhoras,
Meus Senhores:
Perguntou alguém um dia a Sócrates, «porque tinha feito uma casa tão pequena»; e o filósofo respondeu, «que bem quisera vê-la cheia de verdadeiros amigos». Esta sala é bastante grande, a quadra estival vai adiantada, convidando mais ao silêncio dos campos, ou ao bulício das ondas, do que a ouvir importunas prelecções, e por isso eu, embora tão longe de Sócrates em todos os sentidos, não posso deixar de ver em V. Ex.as, em todos os presentes -- amigos bem verdadeiros. E quando não tenham vindo aqui por cativante bondade para comigo, mas por interesse pelas letras -- sendo amigos das letras, meus amigos também são. Muito e muito obrigado.
Luís Cardim, Através da Poesia Innglêsa (Apresentação dalgumas Traduções), Porto, Clube Fenianos Portuenses, 1939, p. 5.

domingo, 13 de setembro de 2009

poesia de cascais #19 - Vasco Graça Moura



falamos da chuva e da história e das catástrofes, mas eu aqui
estou, sem renunciar ao meu conforto e nem sequer a alguma
boa consciência, a alguma propensão para o consumo.
europeu e burguês, liberal e decadente, ne du tout fol ne du tout sage,
nem excessivamente solidário, nem excessivamente cúmplice,

tive amores e desamores, amarguras, negligências,
problematizei, exaltei-me e deprimi-me variamente,
e uma ordem do mundo é para mim como a colunata de piero,
modulada num espaço da razão: os sentimentos,
o mais lancinante, o mais prosaico, o mais sublime,

tornam-na deste mundo, apenas dele. e eu persisto
nas minhas contradições e nada vou mudar
no que não muda. passeio pelas manhãs de cascais
na luz molhada do inverno, e essa é a dimensão salina
das gaivotas e da maresia nas almas dos que dão

a volta dos tristes junto ao mar, entre heródoto e o
new york review of books. e todavia a música persiste,
enlaçando os destinos e o lugares, e vibra em mim,
que a trauteio e recuso, reconheço e deslembro,
interrompo e retomo, e há marcas na areia fosca,

onde as ondas se encovam regredindo, e vários pedregulhos,
lá em baixo, e os limos das coisas indecufráveis,
negros esgorregadios, frisados, repugnantes
quando vistos de perto na sua hirsuta qualidade.
tudo se faz dessas recitações, marulhos, roncas e

buzinas a entrarem-me pelo espaço da casa, como
sombras num halo dúbio dos espelhos, tensas,
misturadas memórias a desoras. uma carta no inverno
também é um golpe de misericórdia, traz clandestinamente
vaivéns, contrariedades, resistências, fluxos.

sábado, 12 de setembro de 2009

vícios


Um abraço à Austeriana, que já há muito gosta da Caverna.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

José da Cunha Brochado na Corte de Luís XIV (1)

«Os senhores da nossa terra cuidam que tudo
se obra por interesse para haver despachos e
mercês, e nada por fineza e inclinação natural
de brio e honra.»

José da Cunha Brochado
Carta a desconhecido
21 de Agosto de 1701

Nascido em Cascais, em 2 de Abril de 1651 (1), filho de António da Cunha da Fonseca, governador do castelo de São Jorge, e de Joana Quental -- cuja possibilidade de parentela como oratoriano Frei Bartolomeu do Quental, remoto antepassado de Antero, foi alvitrada por António Álvaro Dória (2) --, José da Cunha Brochado surge-nos como uma das mais proeminentes figuras dos séculos XVII e XVIII em Portugal, pela qualidade do legado epistolográfico e pelo brilho com que serviu o seu país enquanto diplomata, quase sempre em circunstâncias adversas.

(1) Segundo J. Sousa Mendes*, na introdução a José da Cunha BROCHADO, «Anedotas e Memórias da Corte de França» [1952-57] (Vértice, vol. XII, n.º 107, Coimbra, Julho de 1952, p. 356), faleceu em Lisboa, em 1735; informação diferente -- m. Sintra, 1733 -- dá-nos José Calvet de Magalhães, «José da Cunha Brochado (1651-1733)», Boca do Inferno, n.º 2, Cascais, Câmara Municipal, 1997, p. 161.

(2) António Álvaro Dória, prefácio a José da Cunha Brochado, Cartas, Lisboa, Lisboa, Livraria Sà da Costa Editora, 1944, p. VII.

*Pseudónimo do historiador Luís de Albuquerque.

José da Cunha Brochado na Corte de Luís XIV, Cascais, edição do autor, 1999, p. 7.

(continua)

domingo, 16 de agosto de 2009

Um escândalo póstumo -- A candidatura de Fernando Pessoa ao lugar de conservador do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães (2)

Este período, de acordo com o seu mais conhecido biógrafo, caracterizou-se por uma grande perturbação do foro psíquico. Ao mesmo tempo, era atormentado pela urgência da organização da obra dispersa e inédita, numa corrida contra o tempo, que ele sabia faltar-lhe. (3)
(3) Ver João gaspar Simões, Fernando Pessoa. Breve História da Sua Vida e da Sua Obra, Lisboa, Difel, 1983, p. 98.
Sol XXI, n.º 24, Caracavelos, Março de 1998, p. 8.
(continua)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A. Fontoura da Costa (Alpiarça, 1869 - Cai-Água / S. Pedro do Estoril, 1940) - ÀS PORTAS DA ÍNDIA EM 1484 (1935)

Às Portas da Índia em 1484*
«Dois são os marcos miliarios do ciclo dos descobrimentos portuguezes; duas são as balizas especialmente gloriosas que se erguem na rota das Indias: o Cabo Bojador e o Cabo da Boa Esperança.
..................................................................................................................................
Dobrar o Cabo da Boa Esperança o mesmo era que determinar claramente a forma geographica da Africa e abrir as portas da India a mais felizes navegadores».

(Henrique Lopes de Mendonça -- Bartholomeu Dias e a rota da India, Lisboa, 1898, pág. 6).

1 -- Uma oportuna comunicação do professor Eugène Déprez ao Congresso das Ciência Históricas de Varsóvia (1) , em Setembro de 1933, veio rememorar a debatida questão: «qual o ano em que foram abertas as portas da Índia à armada do Gama?»

* Os primeiros capítulos devem considerar-se o preâmbulo do último.
Era indispensável a análise das primeiras viagens do reinado de D. João II. Sem ela não seria possível tratar das hipóteses que podem explicar a famosa passagem da notável Oração de Vasco Fernandes de Lucena -- razão deste trabalho. Creio ainda que esta análise, executada por quem praticou no mar, tem também a vantagem de poder encarar determinadas interpretações novas, que vêm rectificar algumas opiniões de vários historiadores.
(1) Eugène Déprez -- Les Portugais et le périple de l'Afrique en 1484 avant Dias (in Résumés des comunications presentées au Congrès de Varsovie. Vol. II, pág. 283 à 297). Varsovie, 1933.
Devo o conhecimento deste comunicação ao meu ilustre amigo, insigne historiador e admirador de D. João II, Joaquim Bensaúde. A ele devo igualmente o ter-me incitado a escrver este trabalho. os meus respeitosos agradecimentos.

A. Fontoura da Costa, Às Portas da Índia em 1484, Lisboa, Edições Culturais da Marinha, 1990.

domingo, 9 de agosto de 2009

Regata do Atlântico Azul

A Caverna abre-se ao Atlântico Azul, um
grande blogue cascarejo. Visitem-no!...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Uma tela e uma sinfonia para o «Cascais» de Garrett (2)

Foi uma ligação tempestuosa. Apesar dos cuidados de ambos, Lisboa era demasiado pequena para que a conseguissem ocultar. Rosa Montúfar tinha também outros amantes, circunstância que provocava em Garrett penosas crises de ciúme.

Jornal da Costa do Sol, n.º 1550, Cascais, 22 de Janeiro de 1998, p. 14.
(continua)


Gravura retirada do magnífico blogue O Divino Almeida Garrett, de Cristina Futscher Pereira.

sábado, 1 de agosto de 2009

Três escritores em tempo de catástrofe: Castro, Zweig e Eliade (2)

Ferreira de Castro no Estoril: um intervalo na obra do escritor
Os pontos cardeias da geografia de Ferreira de Castro (1898-1974) são a aldeia de Salgueiros (freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis), onde nasceu; o Brasil amazónico, que formou a sua personalidade; Paris, por razões culturais e políticas; e Sintra, onde jaz, num sopé da serra, e lhe é consagrado um museu monográfico.
Boca do Inferno, n.º 3, Cascais, Câmara Municipal, 1998, p.92.
(continua)
Postado também no Ferreira de Castro

segunda-feira, 27 de julho de 2009

poesia de cascais #18 - José Gomes Ferreira



Areia

II

(Tenho uma casa alugada nos Lombos,
perto da praia de Carcavelos, onde todas
as manhãs convivo com os deuses.)

Quem és?

Tu que deixaste no céu pegadas de nuvens
e atravessaste o mar
com pés de espuma
para depois te perderes no bosque
vestida de areia
e farrapos de ventanias?

Quem és? Quem és?

(Sou eu a acrescentar o mistério do mundo
farto deste mistério de todos-os-dias.)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

José da Cunha Brochado (Cascais, 1651 -- Lisboa, 1733) - CARTAS

PRÓLOGO DO AUTOR
As muitas cartas particulares que fui obrigado a escrever, assistindo em Paris, em resposta das que recebia de pessoas que me honravam com a sua correspondência, ou que escrevia para conservar a sua amizade, ficavam copiadas, sem ordem, em papéis separados, porque a sua matéria não era necessária para justificar a contextura e progresso de alguma negociação recatada em cartas de ofício. Algumas destas cópias se acharam entre os meus papéis, que fiz transcrever neste peqeuno volume, para obedecer às suaves e honradas importunações de alguns amigos.
José da Cunha Brochado, Cartas, selecção, prefácio e notas de António Álvaro Dória, Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora, 1944, p. LXXIII.
 
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