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quinta-feira, 23 de julho de 2009

José da Cunha Brochado (Cascais, 1651 -- Lisboa, 1733) - CARTAS

PRÓLOGO DO AUTOR
As muitas cartas particulares que fui obrigado a escrever, assistindo em Paris, em resposta das que recebia de pessoas que me honravam com a sua correspondência, ou que escrevia para conservar a sua amizade, ficavam copiadas, sem ordem, em papéis separados, porque a sua matéria não era necessária para justificar a contextura e progresso de alguma negociação recatada em cartas de ofício. Algumas destas cópias se acharam entre os meus papéis, que fiz transcrever neste peqeuno volume, para obedecer às suaves e honradas importunações de alguns amigos.
José da Cunha Brochado, Cartas, selecção, prefácio e notas de António Álvaro Dória, Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora, 1944, p. LXXIII.

domingo, 21 de junho de 2009

Sete cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (2)

Esta crítica foi causa próxima de um ensaio de Luís Cardim, publicado também na Seara, durante cinco números, entre 16 de Abril e 24 de Maio desse ano, sob o titulo «É o Hamlet representável?», posteriormente editado em volume, ligeiramente aumentado e com outro título: Os Problemas do «Hamlet» e as suas dificuldades cénicas. (A propósito do filme de Sir Laurence Olivier), Seara Nova, Lisboa, 1949 -- facto que a publicação anuncia em manchete (manchete ao estilo da Seara, claro está...), saudando o autor: «incontestavelmente a nossa primeira autoridade em língua e literatura inglesa, como o Dr. Paulo Quintela o é para a língua e literatura alemã.» (1)
(1) 25 de Junho de 1949.

Boca do Inferno, n.º 1, Cascais, Câmara Municipal, 1996, p. 95.
Postado também no Ferreira de Castro.
(continua)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sete Cartas de Luís Cardim a Roberto Nobre (1)

Publicado na Boca do Inferno, n.º 1, Cascais, Câmara Municipal, 1996
São sete as cartas de Luís Cardim que integram o espólio epistolográfico de Roberto Nobre, que agora apresentamos na íntegra, mantendo a ortografia e respeitando escrupulosamente a pontuação. Escritas entre 22 de Maio e 20 de Setembro de 1949, tiveram origem na crítica do autor de Horizontes de Cinema ao filme «Hamlet» (1948), de Laurence Olivier, estreado em Portugal no cinema Tivoli, em 24 de Janeiro do ano seguinte.
O texto de Nobre foi publicado na Seara Nova de 26 de Fevereiro de 1949 e constituiu um rasgado elogio da adaptação, enfileirando-a o crítico com A «Fera Amansada», de Fairbanks, «Romeu e Julieta», de Cukor, «Sonho de uma Noite de Verão», de Reinhardt e «Henrique V», do mesmo Olivier. Estas versões, que ele, do ponto de vista da «estética dinâmica», acolhe jubilosamente, haviam-no já levado a observar parecer ter Shakespeare escrito «não para o teatro, mas para o cinema».
(continua)
 
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