segunda-feira, 27 de julho de 2009

poesia de cascais #18 - José Gomes Ferreira



Areia

II

(Tenho uma casa alugada nos Lombos,
perto da praia de Carcavelos, onde todas
as manhãs convivo com os deuses.)

Quem és?

Tu que deixaste no céu pegadas de nuvens
e atravessaste o mar
com pés de espuma
para depois te perderes no bosque
vestida de areia
e farrapos de ventanias?

Quem és? Quem és?

(Sou eu a acrescentar o mistério do mundo
farto deste mistério de todos-os-dias.)

6 comentários:

Contracena disse...

É o segundo blogue onde me encontro sem saber o porquê.

José Gomes Ferreira
e o Ricardo "farto deste mistério (seu) de todos-os-dias"
Para mim, o dia-a-dia não tem mistérios, mas não tenho a certeza se percebi.

Austeriana disse...

Contracena,
Ora aí está um mistério: o de não ter a certeza de ter percebido...

RAA disse...

Que poderei dizer, caros amigos, a não ser que voltem mais vezes, para se certificarem disso mesmo?...
Contracena: alegra-me que também se tenha encontrado por aqui...
Austeriana: há em alguma poesia uma margem de indeterminação e de liberdade que me agrada.

Contracena disse...

Desculpe RAA, mas...

"Austeriana", sabe que mais...:
- gostei! :)

Fátima

RAA disse...

Também eu... :|

Austeriana disse...

Também eu! :)
Adoro por mistérios! Errei na profissão... devia ter ido para CSI!

 
Golf
Golf